Os posts de TNT agora são feitos nas ruas por meio de intervenções artísticas.

O artista cria direto no muro, calçada ou parede, tudo é registrado em foto e vira conteúdo nas redes sociais de TNT. Algumas artes já estão espalhadas por aí. #PODEVIR conferir.

Veja onde estão as obras
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NÃO VALE FINGIR QUE NÃO É COM VOCÊ

Quem nunca deu aquela olhadinha do waze pra fugir da blitz depois de ter tomado só dois copinhos de cerveja? O problema é quando a quantidade é muito maior do que dois copinhos e o estrago pode mudar sua vida e de outras pessoas pra sempre. Foi com essa mensagem em mãos que convidamos o artista argentino Tec Fase para falar de forma visual sobre o tema. A ideia básica era transformar uma carcaça de um carro batido em uma obra que contasse a história de alguém que bebeu, dirigiu e se deu mal. Tec foi além. Ao invés de construir apenas uma imagem, trouxe uma sequência delas contando uma história, quadro a quadro, toda feita sobre a carcaça de uma Brasília, que acabou de ponta cabeça. A carcaça que ficou na rua Prof. Picarolo em São Paulo, por 5 dias, chamando atenção dos passantes. Tec Fase nasceu em Córdoba na Argentina mas vive atualmente em São Paulo. Especialista em trabalhar com novas linguagens artísticas no espaço público e explorar os campos normativos da arte, Tec acredita no diálogo com o público e na pesquisa para a produção de suas obras. Tec Fase já tem um histórico de “corromper” as mídias, usando o asfalto das ruas ou tetos de viadutos para contas suas histórias. Você já deve ter passado de carro sob um dos seus bichos de extensão quilométrica por aí. Ou já caminhão pelo Minhocão olhando o mural gigante feito com financiamento próprio. Tec é desses artistas que não esperam que as oportunidades caem do céu.

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A PRAIA DE SÃO CONRADO, NO RIO É UM PARAÍSO DO SURF QUE PEDE ATENÇÃO

A praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, é um paraíso clássico para os amantes de asa-delta e surf. Atualmente a área sofre com a poluição, principalmente por conta do esgoto que vem diretamente da Rocinha e do Morro do Vidigal sem nenhum tratamento. O artista Rodrigo Villas é do Rio, e a partir de algumas conversas com ele resolvemos criar juntos um mural para refletir sobre esse tema. “A praia de São Conrado é um cantinho um pouco esquecido no Rio. Esse bairro acabou virando um grande corredor de passagem que liga a zona sul a Barra da Tijuca. A praia é linda, mas recebe in natura todo o esgoto do morro do Vidigal e da Rocinha – que é a maior favela da América Latina. Depois de qualquer chuva um pouco mais forte, o mar fica imundo e repleto de lixo. Me dá muita tristeza ver a praia sofrendo desse jeito, ainda mais depois das Olimpíadas, onde se gastaram milhões e milhões de reais em obras faraônicas, mas nenhum centavo com essa questão.” O grupo “Salvemos São Conrado” também tenta levantar a bandeira de despoluição da praia desde 2012, após décadas de descaso da parte do governo. É muito importante acompanhar o trabalho deles através de sua página oficial. “Não estou diretamente ligado ao movimento, tenho amigos que estão. Sei que é um trabalho sério e muito importante de resistência e denuncia. Agradeço aos esforços desse pessoal que luta para conscientizar a população de unir forças e brigar juntos. Essa troca de energia me sensibiliza muito, a união entre as pessoas, a empatia e o idealismo. Acho que é o que eu encontro de mais bonito dentro desse problemão gigante. A natureza é sagrada. É nela que eu vejo conexão com o divino: num céu colorido, na mata e águas da cachoeira, nos altos dos morros. Somos privilegiados por viver numa cidade tão linda, ainda que tão maltratada.” Apesar dos fatos, a praia não deixa de ser ponto de encontro dos cariocas. Inclusive, é lá que Rodrigo mantém o seu ateliê – lugar onde Rodrigo divide o espaço com um grupo de amigos artistas profundamente ligados ao surf. “A praia é o nosso quintal! No dia da pintura, encontramos vários desses amigos lá, inclusive, meu grande amigo Metton, acabou colaborando na pintura! Foi um barato!” “Adorei receber o convite para participar do projeto, principalmente pela oportunidade de trabalhar com a IdeaFixa. O mural que desenvolvi foi um desafio grande, claro, e isso é muito bom. Quando trabalhamos sozinhos na proteção sagrada do nosso atelier, a liberdade é total. Mas, quando trabalhamos em equipe, nossa flexibilidade é testada e, na maioria das vezes, nos obriga a sair da zona de conforto e buscar soluções para os problemas que vão aparecendo durante o processo. Pode ser uma experiência muito proveitosa! No meu caso, sim, foi.” Rodrigo vem de um lar onde todo mundo é artista. A avó, mãe e o pai. “Sempre foram todos muito festeiros e boêmios, então a casa sempre esteve cheia de músicos e gente ligada às artes que frequentavam as festas que meus pais faziam lá.” Influenciado, Rodrigo se formou em Design Gráfico, trabalhando muitos anos com televisão. Ele morou em Barcelona também durante 6 anos, mas desde 2012 baseia-se no Rio.

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COLORINDO SÃO PAULO COM ECO GRAFFITI. CONTAMOS COM A AJUDA DE BERNARDO FRANÇA E WENEW

Trabalhando com o artista Bernardo França e com as meninas da WeNew, nós da IdeaFixa e a TNT devolvemos um muro um pouco mais verdinho para a Av. Antonio Bartuíra, aqui em São Paulo. Para investir em um visual mais natural, meio aos muros cinzas da cidade, investimos em uma obra feita com eco graffiti. O eco graffiti é popular entre muitos movimentos a favor de atitudes ecológicas porque, no lugar de tintas químicas industriais, artistas utilizam uma mistura de ingredientes naturais que fazem nascer musgo na superfície onde é aplicada. Na ilustração de Bernardo, combinamos pequenos focos de musgos, inseridos através de um processo artesanal de replantio. Para fazer com que a obra dure, precisamos escolher um ambiente com bastante sombra e uma parede rugosa. A manutenção da peça deve ser feita com spray de água. O processo de regeneração do musgo representa resistência e vida, já que ele é um ótimo reservatório de água e nutrientes, além de ser abrigo de microorganismos. O musgo é um organismo de fácil crescimento, e para muitos artistas essa técnica é considerada uma maneira de sobressair à realidade do concreto acinzentado da vida urbana. QUER O SEU ECO GRAFFITI? É POSSÍVEL FAZER ATRAVÉS DE UM MÉTODO MUITO SIMPLES, UTILIZANDO A "TINTA MOSS". SAIBA COMO: Importante: 1. Escolha uma parede com superfície rugosa, de preferência em um local com sombra e que seja bastante úmido. 2. Dê preferência ao outono ou primavera para fazer o seu eco graffiti. 3.  Sempre que possível, regue-o com um spray de água. INGREDIENTES Você vai precicar de: • Um punhado de musgo (suficiente para caber em sua mão deixando-a quase cheia.); • 2 xícaras (chá) de leite coalhado ou iogurte; • 2 xícaras (chá) de água; • 1 liquidificador; • ½ colher de sopa de açúcar; • Xarope de milho. ou: • 5 punhados de musgo limpo; • 1 lata de cerveja; • ½ colher de sopa de açúcar; • ½ copo de iogurte natural; PASSOS: Depois de lavar o musgo e retirar toda terra, coloque-o em pedaços no liquidificador. Adicione a água, o leite ou iogurte e açúcar (ou siga os ingredientes da segunda opção acima). Bata até a mistura ficar com a textura similar à de tinta. Se a mistura não engrossar, adicione xarope de milho aos poucos até obter a textura desejada. PRONTO! Agora que você tem sua tinta, basta aplicar ela no local escolhido e acompanhar o crescimento.

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NÃO É SÓ “UM MINUTINHO”, É INVISIBILIDADE SOCIAL

Dados do IBGE revelam que o Brasil tem 45,6 milhões de deficientes em sua população. Mesmo assim, a desigualdade em relação a essas pessoas ainda é muito grande. A taxa de alfabetização de jovens de 15 anos ou mais entre pessoas com deficiência é de 81,7% – mais baixa do que a observada na população total de mesma idade, que é de 90,6%. Há dados também, levantados pelo Censo 2010, que mostram que a diferença entre o nível de escolaridade dessas pessoas é ainda mais significativa. 61,1% da população com 15 anos ou mais com deficiência não têm instrução ou tem apenas o fundamental incompleto. Esse porcentual cai 38,2% para as pessoas sem deficiência. Em 2016, uma pesquisa da Vagas.com e Talento Incluir ouviu 4.319 pessoas com deficiência (PcDs) e revelou que em cada 10 quatro admitiram ter sofrido discriminação no trabalho. 9% delas também revelaram ter passado por isolamento e rejeição do grupo, 12% viveram dificuldades para serem promovidas e 57% foram vítimas de bullying. A mesma pesquisa revelou que 66% das pessoas declararam sobre a falta de oportunidades, 40% sobre os baixos salários, 38% sobre a ausência de plano de carreira e 38% sobre as dificuldades causadas pela falta de acessibilidade; apesar da Constituição Federal Brasileira proibir qualquer ato discriminatório relacionado ao salário e critérios de seleção, que impeçam o ingresso das pessoas com deficiência. A pesquisa da Vagas.com e Talento Incluir também entrevistou 300 profissionais de RH e concluiu que, para eles, a maior barreira para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado é a falta de acessibilidade. Como podemos ver analisando os dados acima, ainda são inúmeros os desafios diários encarados por pessoas com deficiência. E considerando que nosso único desafio é o respeito aos espaços que elas também ocupam, convidamos o artista  Rafael Miqueleto, do #estudiomol para colorir uma vaga especial em uma ação no Shopping Portal, em São Paulo. A ideia foi criar um pôster suspenso por balões de coração para lembrar ao condutor sobre o amor e respeito ao próximo.

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MURAL EM SÃO PAULO REFLETE SOBRE ASSÉDIO E MISOGINIA

A IdeaFixa escalou 3 artistas mulheres que, em um projeto colaborativo, criariam um mural femme empoderadíssimo na Rua Nestor Pestana, em São Paulo. O objetivo era criar algo que refletisse sobre a realidade da mulher diante da sociedade machista e os abusos diários causados por ela. De acordo com uma pesquisa levantada pelo Think Olga, 99,6% das 7,7 mil mulheres que entrevistaram já foram assediadas em algum momento de suas vidas. A pesquisa revela também que 98% delas já sofreu esse assédio na rua, 64% no transporte público e e 33% no trabalho. 81% delas mudam sua rotina (através do desvio de rotas ou trocas de roupa) por medo de ser assediada. O assédio no Brasil começa muito cedo para as garotas. Dados da ActionAid apontam que 16% de 502 das mulheres que entrevistaram relataram ter sofrido o primeiro assédio antes dos 10 anos. 55% delas revelaram que a situação aconteceu antes dos 18. Apesar desse levantamento também ter ouvido 496 mulheres tailandesas, 200 indianas e 1.038 britânicas, o Brasil foi o que apresentou a maior incidência de assédio, além de ter os maiores índices de assédios sofridos por meninas antes dos 10. Assim que eleitas para intervenção, Karen Dolorez, Paula Jardim e Marcela Tamayo se uniram na Casa IdeaFixa e conceberam a ideia para o masterpiece que, indiscutivelmente, abordaria esta realidade. “Passamos o dia buscando inspirações e referências. Depois de muitos rabiscos, começamos a formar uma ideia e percebemos que, de acordo com o tema, seria muito legal criar personagens com uma postura alegre ao mesmo tempo se impondo através do gesto de ‘pare’, feito com a mão.” – declara Dolorez. Paula Jardim acrescenta “Partimos da ideia de que nossa força vem da união e aproveitamos o frisson que causam os mamilos femininos (idênticos aos masculinos) para complementar o mural. Buscamos referências em posters feministas dos anos 60’s para montar o layout e personagens. Procuramos uma imagem que não fosse nem a da vítima e nem a da rebelde. Pare e reflita, somente. Participar de um projeto cujas temáticas são interessantes e atuais foi muito gratificante e esperamos somente sermos respeitadas.” O assédio sofrido pelas mulheres é apenas um dos pontos da chamada “cultura do estupro”, perpetuada através de aspectos diversos da nossa sociedade. Visando entender as raízes desse problema e combater esta realidade mundial, estudos revelam dados assustadores sobre abuso sexual e feminicídio. “O assédio é uma prática invasiva, revoltante e durante nossa conversa ficou claro que é pela união que a transformação se fortalece. Chegamos então a essa ideia das mulheres juntas se protegendo. Os elementos de crochê que brotam das pinturas simbolizam essa transformação.” declara a artista Marcella Tamayo Importante ressaltar a realidade das mulheres negras que, juntamente às travestis e transexuais, são as que mais sofrem com a violência perpetuada pelo machismo. De acordo com o Mapa da Violência de 2015, em dez anos os assassinatos de brasileiras negras crescem 54%, enquanto as mortes de mulheres brancas caíram 9,8%. O Brasil também é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, segundo a ONG Transgender Europe (TGEU). Preocupantemente, esses dados revelam que o racismo e transfobia desumanizam ainda mais essas mulheres. 1 EM CADA 14 MULHERES JÁ FOI VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL AO MENOS UMA VEZ EM SUA VIDA POR ALGUÉM QUE NÃO ERA SEU PARCEIRO. Estudo realizado em 56 países, publicado na revista The Lancet em parceria com a OMS. 70% DAS MULHERES DO MUNDO SOFREM ALGUM TIPO DE VIOLÊNCIA NO DECORRER DE SUA VIDA. EM TODO O MUNDO, UMA EM CADA CINCO MULHERES SERÁ VÍTIMA DE ESTUPRO OU TENTATIVA DE ESTUPRO. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) O BRASIL REGISTROU ENTRE 2009 E 2011 QUASE 17 MIL MORTES DE MULHERES POR CONFLITO DE GÊNERO, O CHAMADO FEMINICÍDIO, QUE ACONTECE PELO FATO DE SER MULHER. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 2013. O SUS (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE) RECEBEU EM SEUS HOSPITAIS E CLÍNICAS EM MÉDIA DUAS MULHERES POR HORA COM SINAIS DE VIOLÊNCIA SEXUAL EM 2012. Dados do Ministério da Saúde, de  2013. EM DEZ ANOS, OS ASSASSINATOS DE BRASILEIRAS NEGRAS CRESCEM 54%, APONTA MAPA DA VIOLÊNCIA DE 2015; JÁ AS MORTES DE MULHERES BRANCAS CAÍRAM 9,8%. Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil – Flacso & ONU Mulheres Brasil. BRASIL É O PAÍS QUE MAIS MATA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO MUNDO. De acordo com a pesquisa do Trans Murder Monitoring, da ong Transgender Europe (TGEU). “Acho que cada vez mais o mundo está se conscientizando dos milhões de problemas e “dívidas” sociais e culturais que temos. Utilizar meu trabalho pra falar disso é muito importante pra mim, acho que é uma maneira de atingir pessoas com essa mensagem. Eu espero que as pessoas se alegrem ao ver o mural e entendam a mensagem por trás dele. Espero que entendam o quão desrespeitoso é esse assédio moral e físico que vivemos todos os dias. Espero especialmente, que não fique só no nosso círculo, onde a maioria das pessoas já entendem essa mensagem e que isso chegue nas pessoas que mais tem dificuldade de compreender essas questões.” – Dolorez Visite o mural na Rua Nestor Pestana, Consolação, São Paulo, SP.

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MURAL DE APOLO TORRES REFLETE SOBRE A MIGRAÇÃO E XENOFOBIA NO BRASIL

Haitianos, árabes e nordestinos são as maiores vítimas de xenofobia no Brasil. De acordo com os dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania, os haitianos são os que mais sofrem preconceito, representando 26,8% dos casos denunciados. Seguidas estão as pessoas de origem árabe, ou de religião muçulmana, que representam 15,45% dos casos denunciados. Os nordestinos representam 10,2%. Em 2015 a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional discutiu que a crise econômica seja uma das causas para a discriminação contra estrangeiros no país. De acordo com a Pesquisa Mundial de Valores, feita no Brasil em 2014, 74% dos entrevistados alegaram que as ofertas de empregos deveriam ser feitas dando prioridade a brasileiros e não estrangeiros. Apesar do pensamento popular, devemos questionar os motivos do preconceito já que a população imigrante representa  nem 1% da população de 200 milhões de brasileiros.   A Secretaria Especial de Direitos Humanos apontou que, em 2015, cresceram em 633% as denúncias de xenofobia no Brasil. Com um total de 330 casos de denúncias registrados pela própria Secretaria e também através do disque 100. Para compararmos, em 2014, foram 45 denuncias. A chegada de refugiados ao país seria o principal fator do crescimento da intolerância.   Segundo dados do Comitê Nacional dos Refugiados (Conare), nos últimos quatro anos o número de refugiados já é quase o dobro no Brasil, passando de 4,2 mil, em 2011, para 8,4 mil em 2015. CAUSAS DA IMIGRAÇÃO Desde 2010, com as consequências de um terremoto que causou a morte de 300 mil pessoas, muitos haitianos vêm para o Brasil em busca de condições mais seguras de vida. Além disso, muitos imigrantes oriundos da África chegam ao nosso País em busca de uma vida mais digna longe de guerras, fome e desastres naturais. Para os sírios as dificuldades se estendem desde março de 2011 com a chegada de uma revolta armada, influenciada pela série de protestos populares do começo daquele ano. Como uma bola de neve, o conflito que era uma disputa de poder e a busca por uma liderança mais democrática no país acabou se transformando em um conflito religioso que se espalhou para outros países, como Iraque e o Líbano. O governo sírio encarou a rebelião com tropas e repressão, fazendo com que o confronto perdesse completamente o controle. Segundo a ONU, estima-se que hoje, com a interferência internacional principalmente dos EUA, contabilizam-se mais de 400 mil mortes e o êxodo de mais de 4,5 milhões de pessoas do país. Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, São Paulo lidera o número de denúncias de xenofobia no país; o que fez necessário uma intervenção. Para nos ajudar a causar reflexão sobre o assunto, convidamos o artista Apolo Torres para criar um mural em frente ao Campo de Marte. Ao falar de preconceito e xenofobia, nossa intenção foi desconstruir a imagem de opressão, retratando o orgulho do imigrante. Nesse trabalho, o personagem veste um terno colorido e impecável, característico da cultura africana.

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ZÉ VICENTE NOS AJUDOU A DEGUSTAR SÃO PAULO COM SUA STREET COLLAGE

Em seu trabalho, Zé Vicente se aventura pelas ruas e explora novas possibilidades para um catálogo de imagens pré-definidas. O artista visual cria intervenções (street collages)utilizando recortes que são ambientalizados e inseridos situações do nosso cotidiano com muita delicadeza. A essência das obras de Zé se faz da nova relação que as imagens ganham com a cidade. Enquanto apenas transitamos por ela, observando tudo pela janela e em passos rápidos, Zé degusta os detalhes, conhecendo e interagindo com cada muro, buraco e pequenas poças de água esquecidas sob o asfalto. Hoje, mais do que nunca, parecemos ter transformado nossa casa em uma fortaleza qual nunca queremos abandonar. Aos poucos vivemos em uma prisão e perdemos a essência que nos instiga explorar a vida lá fora. Para relembrar que existe um mundo de possibilidades além do sofá, convidamos Zé Vicente para fazer alguns experimentos em São Paulo. Nesse pequeno tour, você acompanha a facilidade do artista em transformar o que seria um simples recorte de revista em um mundo completamente novo.

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UM MUNDO DE POSSIBILIDADES COM IMPRESSÃO LENTICULAR.

Se você é uma criança dos anos 80/90, você provavelmente se lembra da magia dos tazos que mudavam de figura dependendo do ângulo que eram vistos. Portanto, você já conhece o mais importante sobre impressão lenticular: é maneiro demais. O processo de impressão lenticular é feito a partir da combinação das duas (ou mais) imagens com a lente lenticular (que é o material que vai dar a ilusão de profundidade e/ou movimento para peça). Com esse processo você pode trabalhar figuras em 3D, criar FLIP, animações e ter muitas outras formas de combinações de imagens.   SE VOCÊ PASSOU PELA RUA AUGUSTA, AQUI EM SÃO PAULO, PROVAVELMENTE VOCÊ VIU ESSE MURAL: Para construir ele utilizamos a impressão lenticular, transformando as fotografias de Vinicius Terranova. Inclusive, você pode ver todo o  making of dessa intervenção aqui. Como o resultado ficou bonito demais, resolvemos falar mais sobre o processo. Basicamente, você pode fazer de tudo com impressão lenticular: capa de revista, convites, cartão de visita, vitrines, displays, e até painéis interativos como esse. Sem limites para sonhar. Não existe um segredo muito complexo sobre o processo. Pra produzir uma obra assim você só precisa se preocupar com a construção da ideia e encontrar um bom local para imprimir tudo. Se quiser uma dica, nós fizemos tudo com a Tri Arts New Media. Apesar de parecer complicado, para eles o processo é muito simples e eles ainda auxiliam com todas as dúvidas.

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O BASQUETE E A ASCENSÃO DO TERMO “DE RUA”

Em 1891, por conta do rigoroso inverno de Massachussets, Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, convocou o professor canadense James Naismith para um desafio: criar um estilo de jogo estimulasse os alunos durante o inverno. Depois de algumas reuniões com professores de educação física, James Naismith chegou ao produto final que hoje conhecemos como basquete. Considerando um alvo fixo, um certo grau de dificuldade e a menor necessidade violência (comparado ao futebol americano), o jogo foi utilizado para trabalhar o instinto coletivo e a queima de energia dos alunos das escolas. Mais tarde, por volta de 1970, o basquete emergiu nos guetos dos EUA, junto da crise econômica que acabou atravessando o país com a quebra da bolsa de Nova York. Nomeado StreetBall, a modalidade de rua do basquete passou a se mesclar no movimento Hip Hop; e junto com o graffitti, breake e rap, os jovens criaram uma alternativa para canalizar o desemprego, a violência, marginalização e envolvimento com drogas através do esporte. Inclusive, especula-se que o início do Streetball tenha sido nos anos 60, junto do Hip Hop. Na época, Martin Luther King e Malcom X organizavam comunidades negras para se imporem contra a segregação racial, e o basquete foi uma das fortes ferramentas que usavam para isso. Desde o nascimento do Hip hop, o termo “de rua” nunca teve um significado tão positivo. Criar espaços onde pessoas possam praticar esportes e lidar com arte e entretenimento em bairros carentes é uma ferramenta importante para o desenvolvimento social. Pensando nisso, convidamos o Neto para uma ação conjunta na comunidade do Campo Limpo, em São Paulo. Desenvolvemos um painel com uma cesta de basquete em uma quadra comunitária. Pra deixar tudo bonito, Neto, que é apaixonado pelo basquete, deu seu toque final com seu gaffiti.

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A DIVERSIDADE NÃO SÓ EXISTE, ELA TAMBÉM VENDE

Foi no começo de 2016 que Thais Mendes, junto da sócia Patrícia Veneziano, resolveu lançar às estrelas a Squad Agency, uma agência de modelos com propósito de casting diferente de tudo que o mercado brasileiro está acostumado. Com o objetivo de combinar atitude, inteligência, criatividade e estilo nos modelos de seu catálogo, a Squad se tornou o maior sucesso no Instagram e caiu no gosto de milhares de jovens em questão de meses. Devemos levar em conta pontos interessantes quanto ao desenvolvimento da Squad. Mais do que uma empresa visando tapar os buracos de diversidade no mundo da moda, publicidade e mídia em geral, a agência surgiu como resposta à uma crescente necessidade da indústria. Com consumidores cada vez mais preocupados em consumir aquilo que os representa, a Squad trouxe para o mercado modelos repletos de magnetismo, beleza e diversidade, introduzindo marcas globais à realidade que vende. A Thais conta um pouco pra gente sobre o processo de criação e objetivos da Squad. O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ATUAL Você acha que que os consumidores já vêm percebendo que os padrões de beleza atuais não representam ninguém? R: Com certeza os consumidores já se antenaram pra isso. Tanto que as próprias marcas já perceberam. Foi por isso também que a Squad ganhou a visibilidade que ganhou. Já era uma coisa que estava a ponto de acontecer. Ter o respaldo da Squad foi algo que os consumidores precisavam, quase que pra legitimar essa questão de ter diversidade dentro da indústria. Os consumidores estavam desesperados por isso, tanto que tivemos esse ano uma marca de cerveja fazendo campanha pelo orgulho gay sem usar uma lata do produto no filme… Foi revolucionário! Fora outras marcas que usaram meninas com tatuagem, cabeça raspada, corpos diferentes, etnias diferentes em ações. Eu não acredito que as marcas desenvolveram consciência política, elas apenas descobriram que isso vende. E por isso eles estão atendendo o desejo do consumidor e o consumidor passa a cada vez se sentir representado. Eu não acho que a Squad seja capaz de representar o tanto de diversidade que existe no Brasil, mas é um primeiro passo. Somos um dos quadradinhos que representa essa mudança toda. A NECESSIDADE DO MERCADO E A INSISTÊNCIA NO PADRÃO Como você enxerga essa necessidade do mercado em insistir no padrão “errado”, e porque você acha que essa necessidade ainda existe? R: “Errado” é uma questão de perspectiva. No caso de termos corpos brancos, magros e europeus não significa ser errado. Eu não acho que eles vão deixar de existir. Acontece que hoje a gente tem espaço pra mais. Não vamos ser ingênuos: pessoas bonitas vendem. O que a gente está tentando mudar é que o bonito tem muitas cores, muitos formatos, muitos modelos que não são necessariamente o que está em destaque o tempo inteiro. Eu acho que em 2017 não vai rolar essa insistência, porque já temos espaço e as marcas já perceberam que isso vende e isso vai continuar. O mercado é conservador até na hora de criar ideias novas, mas se agora em 2017 a gente vai ver mais diversidade, a gente vai ver ainda por muito tempo. Não acho que a gente está navegando ao contrário não. Nesse quesito, pelo menos, a gente está indo pra frente. AS MARCAS E CONSTRUÇÃO CULTURAL De que forma você acha que as marcas podem romper o padrão de sempre? R: Com as marcas dando mais espaço para pessoas diversas, de formas e corpos diferentes do padrão, isso vai ajudar na construção cultural. Certas marcas têm o poder de influência tão forte que é suficiente pras pessoas decidirem que aquilo virou bonito, almejável ou inspirador. Além de promover essas pessoas para vender produtos, também acho que a gente pode contribuir na hora de fazer projetos culturais, porque é uma representação cultural. Através de livros, filmes, coisas criativas… Por exemplo a Squad: queremos promover essas pessoas criativamente porque a gente acredita que a pessoa pra ser o pacote inteiro tem que ter algo dentro também. Até pra ela não depender só da imagem dela pra ser alguém. Eu não acredito que você posar pra fotos e filmes deva ser a única coisa que você faz. Você ter várias profissões ou ter vários projetos é muito mais interessante; e no ponto de vista das marcas acho que vende mais porque você constrói uma história envolta da pessoa e storytelling vende muito bem. REPRESENTATIVIDADE E MERCADO De que forma você acha que a representatividade influencia o mercado? R: Eu acho que quanto mais diversidade se tem na mídia, mais você costuma se identificar com aquilo e vira parte da fábrica do desejo de consumo. Representatividade é complicada. Não é fácil atingir todos os níveis sociais ou de corpos que existem. A Squad entrou no mercado com esse nicho, só que as pessoas botaram uma expectativa muito grande de a gente conseguir representar todos os tipos existentes de pessoas dentro da amálgama gigante que é o Brasil. Obviamente a gente não consegue fazer isso. Além da representatividade, a gente entrou com o propósito de cobrir a cultura jovem. Além também de que rola um processo de seleção, com fotos e vídeos, além de conhecer um pouco a pessoa, e a gente não consegue fazer isso com todo mundo. A CAÇA SQUAD Você acha que a Squad trabalha a representatividade? R: Talvez a Squad não seja super representativa. Antes de ter uma modelo plus size, negra, etc., a gente recebe propostas de pessoas de forma geral. Existe um magnetismo que rola independente de ela ser como for. O fato de ser uma pessoa trans, etc. é UAU, maravilhoso! Mas esse não será o ponto pelo qual ela vai entrar na Squad. Isso é só um aspecto amais dela. A gente procura por pessoas, personalidades, interesses. Isso é mais interessante do que só a imagem. A diversidade que existe na Squad é quase uma conseqüência dessa outra procura e isso influenciou o mercado. A conseqüência disso é que em breve veremos campanhas muito mais diversas.   Às vezes as pessoas acham que a Squad é a agência dos tatuados, das meninas carecas… Esses lables sempre vão aparecer. O que a gente faz é tentar fugir disso. Se estivermos fazendo trabalhos muito comerciais, a gente muda pra fazer mais High Fashion; se estivermos fazendo muito High Fashion, a gente muda pra fazer coisas mais artísticas e assim vai. Mas, obviamente a gente só consegue fazer isso porque a Squad ainda é um projeto pequeno, mas uma hora não vamos mais conseguir fazer isso. Os adolescentes são a nova geração de consumidores. E são a nova geração de idealizadores. São eles que vão modificar o futuro. A ideia é atrair a atenção deles. REBELDIA E MERCADO Eu vejo a Squad muito rebelde. Acho que a agência representa bem o pensamento “o mercado que deve se adequar a nós, não nós ao mercado.” Rebeldia é a palavra? R: Essa rebeldia foi um ato de necessidade. A gente não tinha outro concorrente no momento ou modelo para se comparar, a não ser duas ou três agências fora do Brasil. Ou a gente botava a banca de rebelde e atraia a atenção do mercado ou não teríamos visibilidade nenhuma. Ser rebelde vem do espírito jovem que a Squad tenta trazer pra perto sempre. Ser rebelde é ser contra o status quo e, se a gente puder, vamos ser assim pra sempre. CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO SQUAD Qual o critério de avaliação da Squad? R: A gente seleciona pessoas que, além de bonitas, fazem parte de algo que represente a época que a gente vive. A outra coisa é a responsabilidade e profissionalismo. Não adianta ser maravilhoso e chegar atrasado nos compromissos. UM CATÁLOGO DE JOVENS CRIATIVOS Em entrevistas, você diz que a Squad é mais do que uma agência de modelos. O que mais a Squad faz? R: Em 2017 a gente pretende promover pessoas da Squad como criativos também. A gente tem artistas, designers, fotógrafos, stylists, DJs, músicos. Não queremos ser só casting, queremos fazer a direção criativa dos projetos. Nós todos somos um time que pode entregar o job do começo ao fim. ACOMPANHE A SQUAD AGENCY NO INSTAGRAM

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A REALIDADE DE UMA ARTISTA DE RUA CONVIVENDO COM O ASSÉDIO E MACHISMO

O Brasil é um país de realidade muito difícil para as mulheres. Com machismo presente e operante, temos taxas crescentes de feminicídio, e temos mulheres sofrendo com agressões e estupros que acontecem a cada minuto.   Nascer mulher no Brasil significa nascer para resistir. Espaços de trabalho e na sociedade são tirados de nós a partir do inconsciente cultural que constrói limitações sociais que pareiam nossa vida. Segundo informações retiradas do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2015 do Pnud, apesar de contribuírem com a maioria do trabalho global, as mulheres ganham 24% a menos pelo trabalho que executam. No nosso futebol, temos a atleta Marta, eleita cinco vezes consecutivas a melhor do mundo que não ganha um quinto do salário de 5 milhões do jogador Neymar. O que o jogador fatura em uma semana, Marta fatura em um ano de trabalho. Esses são apenas alguns dos pontos que mulheres ainda vivem em 2016. Convidamos Magrela, uma das mais importantes artistas do cenário urbano para contar como é sua vida pintando na rua e acompanhamos ela em seu processo de criação, na Rua Fidalga, em São Paulo. O ASSÉDIO NA RUA Em um vídeo sobre você, feito pelo Sampa Grafitti, anos atrás, aconteceu de no meio da gravação um caminhão passar buzinando pra você. O assédio sexual na rua te atrapalha? Mag: Qualquer assédio atrapalha. Qualquer assédio desfoca, muda teu humor, rouba tua energia. Qualquer desrespeito atrapalha. Na rua a gente está sujeita a todo tipo de interferência. Tanto positivamente quanto da falta de respeito. Ser mulher e ir pra rua é saber que provavelmente isso vai acontecer em algum momento do dia. Eu estar pintando não significa que vai ser diferente. MEDO Você já sentiu medo em algum momento? Mag: Quando eu estou pintando eu nunca tive medo. Eu nunca sofri algo que eu tenha ficado com medo. Quando estou indo pintar as portas se abrem, as pessoas se tornam bem mais gentis. As pessoas gostam de ver outras pintando na rua, então elas são mais amorosas do que agressivas. Mas, é claro, eu sei como é a realidade de uma menina negra pintando na rua. O preconceito ainda faz com que minha realidade seja muito diferente da delas. Eu sou branca, tenho meus privilégios. Homicídios de negras aumentam quase 20% e de brancas caem 12%, diz estudo.* Você evita alguns horários ou locais quando sai pra pintar? Mag: Eu não evito nenhum lugar pra pintar. Eu gosto de pintar de dia, antes do almoço. Eu curto o role mais matinal. Eu não pinto a noite porque eu gosto do dia. Eu me sinto protegida quando eu tô indo pintar na rua. É como se fosse uma armadura. Quando você chega pra pintar você quebra muitos preconceitos, muitos julgamentos e é bem legal. Eu acho que na rua você tem que se posicionar. Pra nós mulheres a rua com certeza é mais agressiva. Mas, dá pra jogar o jogo deles. Dá pra você usar a rua a seu favor. As mulheres que são mais inibidas, tímidas, que têm mais receio, com certeza é um pouco mais difícil. Mas, eu acho que é difícil estar na rua se você for assim. Quando a gente se posiciona na rua, não deixa passar quando alguém assedia você, esse posicionamento faz com que a rua seja mais fácil. Acho que você tem que ter um posicionamento mais forte, não deixar passar. Mas, ao mesmo tempo isso é muito difícil também. Por muitas vezes, pra não entrar numa briga, ou por medo, a gente se cala, se oprime. A gente acaba não falando que não é normal aquilo que a pessoa está fazendo. É tão cultural… O cara olha pra sua bunda e o olhar já é opressor! Você acha que o ato de pintar na rua é uma forma de resistir ao machismo? Mag: Eu acho que sim. As mulheres estando na rua é uma forma de resistir a qualquer tipo de opressão. A gente tem que ocupar os espaços públicos. Nós mulheres temos que estar em bandas, não só como cantoras e divas, mas como instrumentistas; nós temos que estar no skate, na bicicleta, na rua pintando, jogando bola. Nós mulheres temos que estar onde a gente quiser estar! A rua é imprevisível. As pessoas são imprevisíveis. O machismo impera, com certeza, na nossa cultura e todos os dias a gente tem que desarmar as pessoas e lembrar que elas abaixem as armas. Ninguém precisa ser mais do que ninguém. Você acha que o assédio atrapalha algumas meninas de irem pra rua? Mag: Acho que muita mina não vai pra rua porque tem medo, ou porque se sente muito oprimida. O medo às vezes nem é tão consciente, mas ela sente essa barreira. Eu tinha um pouco de receio no começo. Mas, o que eu vejo é que hoje em dia é muito diferente da minha época. As meninas estão indo juntas pintar. As meninas se juntaram, têm consciência do que fazem e se unem pra ir pra rua. A gente não muda o caminho na rua, porque ali tem um grupo de caras? Então, essa é só a ponta do iceberg da opressão cultural e inconsciente que a gente carrega. É cultural a sociedade e os homens se fortalecerem no nosso medo. O mercado precisa da nossa insegurança. Você é um dos principais nomes entre artistas mulheres hoje. Você sente o peso da responsabilidade? O que isso significa pra você? Mag: Eu não sei se eu sou a principal. Eu pinto freneticamente há 8 anos e eu sinto que eu vim abrir as portas pra uma geração de mulheres que estão pintando na rua porque elas querem. Eu não sinto nenhum peso porque me sinto aprendendo todos os dias. Esse “peso” é uma prepotência. Estou aprendendo. Empoderamento feminino: de que formas você acha que isso está presente na sua vida? Mag: Ser feliz sozinha. Entender que eu sou sozinha e que eu tenho que ser uma ótima companhia pra mim e não depender de ninguém.

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E QUEM DISSE QUE NO CARNAVAL PODE TUDO

Com o passar dos anos o carnaval só cresce, e com ele aumenta também a quantidade de lixo produzido durante todos os dias de festa. Dados das empresas de limpeza que servem as cidades brasileiras apontam que o aumento dessa produção de resíduos aumenta 40% a cada ano. Um abuso ampliado ano a ano pelos foliões. Falando em abuso, outro dado preocupante sobre o Carnaval está relacionado ao assédio sexual contra as mulheres. Segundo uma pesquisa realizada pelo Data Popular no ano passado, 61% dos homens acreditam que uma mulher que vai pular carnaval sozinha não pode reclamar do assédio que sofre; outros 49% afirmam que bloco de Carnaval não é lugar pra mulher decente. A culpabilização da mulher quando vítima de um abuso sexual é resultado de um ideal machista perpetuado pela sociedade. Um levantamento feito com 593 mulheres pelo Catraca Livre aponta que 82% dessas já sofreram assédio sexual nessa época do ano. Os dados preocupam ainda mais quando lembramos das estatística apontadas pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) dizendo que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. No carnaval pode curtir, pode dançar, pode correr atrás de trio, pode beijar na boca. Mas, não pode obrigar alguém ao que não quer; não pode desrespeitar o espaço do outro; não pode depredar o que é público. Para falar sobre esses abusos do carnaval de forma criativa, nós da IdeaFixa nos unimos com a TNT para criar uma intervenção artística que lembrasse as pessoas de que no carnaval não “pode tudo”, não.   Com inspiração nos Parangolés de Hélio Oiticica, a equipe IdeaFixa (Artur Cunha, Bruna Bento e Luiza Dequech) em colaboração com o estilista Ellias Kaleb, propõe uma ação social criticando dois abusos inerentes ao Carnaval brasileiro: o lixo e o assédio sexual. A partir dos modelos que criamos, produzimos um ensaio incrível com o fotógrafo Fabio Stachi. Duas das fotos produzidas por ele viraram lambes gigantes que agora estão colados em um muro da Rua Autau, em Pinheiros.

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A FÓRMULA SECRETA DE LAMBUJA

Pedro Henrique (aka Lambuja) é ilustrador, infografista e animador paulista, vascaíno não praticante e pai de família. Atuando no mercado publicitário e editorial, o artista atualmente desenvolve, em parceria com o quadrinista Ricardo Coimbra, uma chanchada biográfica em quadrinhos sobre a juventude de Fernando Collor de Mello. O projeto se chama Collor: Transa&Magia. Convidamos o artista para criar uma intervenção no muro de uma fábrica de São Paulo, na Rua Mergenthaler. A obra representa uma lousa escolar, e nela apresentaremos as equações matemáticas que revelam segredo mágico da fórmula TNT. Apesar de ter sujado as mãos, Pedro nos conta que nada mudou muito na hora de levar o seu trabalho para a rua. “Acho que não mudou nada no meu processo criativo, todo digital. Mas é legal a ideia de mexer um pouco no visual da cidade, e que posso surpreender alguém indo pra escola ou pro trabalho.”

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ARTE NA AV. PAULISTA COM A INSTALAÇÃO PONTO CANV

A MATERIALIZAÇÃO DOS PIXELS. A BattleLab e a WeNew Innovation, foram as duas empresas criativas por trás da ação Ponto Canvas, que tomou conta da Praça Oswaldo Cruz na Av. Paulista, em novembro de 2016. A ação utilizou copos translúcidos como ferramenta de criação em um painel iluminado. Seguindo a ideia de como seria a materialização dos pixels, os copos eram encaixados pelas pessoas no painel formando ilustrações diversas.

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DEIXAMOS A PREGUIÇA DE LADO E DEVOLVEMOS 8 BANCOS PARA UMA PRAÇA PÚBLICA COM A AJUDA DO DUO 6EMEIA <3

Anderson Augusto é professor de artes, designer e artista visual; Leonardo Dellafuente é desenhista, pintor, arquiteto e professor de artes. Foi por volta de 1998, no auge de seus 14 anos de idade que os dois começaram juntos a explorar as ruas de São Paulo com seus pixos e graffitis. As influências vieram de perto de casa, nos arredores da Barra Funda. Dois artistas da época, que assinavam os muros como ZELÃO e SPY, foram os que deram o impulso para esses dois prodígios fossem para as ruas. Hoje, com um histórico de exposições em diversos países, o duo de artistas trabalha a criatividade aproveitando tudo o que a rua oferece – de bueiros até pedaços de madeira jogados nas ruas. Justamente por essa sensibilidade artística da dupla, resolvemos convidá-los para a missão de dar vida aos bancos cinzas que doamos para a Praça Ulisses Guimarães, ao lado do Museu Cata-vento. Em dois intensos dias de produção, tivemos o resultado de oito novos bancos customizados para o local. A interação com o público foi tão instantânea, que no dia que os artistas ainda pintavam o local, já tínhamos pessoas aproveitando o cantinho de descanso sob a sombra, graças ao sol e calor que permitiu que a tinta secasse rapidamente. Sobre o tema para essa ação, a ideia foi baseada nas atitudes que levam as pessoas a encarar a preguiça e agir em algo novo em suas vidas, – nesse caso, ir às ruas e vivenciar essas coisas. O resultado final desse projeto não poderia ser mais a cara do duo: criativo, harmônico e cheio de bom humor. Abaixo você acompanha as fotos da nossa produção.

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VOCÊ VAI SAIR ASSIM?

"SERÁ QUE UM DIA A GENTE VAI CONSEGUIR ACEITAR O PRÓXIMO DO JEITO QUE CADA UM É?" Podemos falar de moda dentro de um contexto de luta e resistência. Há séculos as roupas femininas representam tanto a opressão quanto a batalha pela igualdade social. O universo da moda já foi e ainda pode ser um grande aliado às lutas de igualdade de gênero, como por exemplo o levante feminista surgido quando Mary Quant inventou a mini saia. Hoje, a desconstrução de padrões surge através da androginia e dos genderqueers (ou não binários de gênero) – pessoas que não se identificam dentro de um padrão apenas masculino ou apenas feminino. O mais fascinante sobre os genderqueers é a liberdade, o desprendimento de tudo o que já foi construído separando o que significa ser homem do que significa ser mulher. Hoje, garotos vivem a liberdade de experimentar saias, batons, esmaltes de forma consciente e natural. Temos atéYoutubers discutindo a experiência. Para combater a opressão do “você vai sair assim”, o artista Renan Santos foi convidado pela TNT e pela IdeaFixa para representar em uma obra na rua a ideia de que julgar alguém pelo que veste é coisa do passado. Renan transmitiu a ideia através de dois personagens caretas que julgam uma garota pela forma que está vestida. Renan comenta sobre a obra: “Acho que o tema vale tanto pra moda, pra orientação sexual, raça, partido político, religião, etc. No geral acho que as pessoas deviam se preocupar (e se ocupar) com elas mesmas. Nesse caso temos o burro e do ganso, coitados, perdendo tempo julgando a vida alheia de dentro da bolha com padrões ultrapassados… Será que um dia a gente vai conseguir aceitar o próximo do jeito que cada um é?” Fica claro que tentar enquadrar os jovens de hoje em um padrão, ou julgá-los por estarem fora dele – não só é ultrapassado como também não tem mais apelo comercial; e se vende, tem data marcada para terminar. Sobre Renan: O Renan é artista plástico e ilustrador. Ele cursou arquitetura na ULBRA, mas abandonou o curso antes de se formar. A primeira inspiração de Renan no mundo das artes aconteceu quando ele tinha cerca de 7 anos de idade. “Quando vi os desenhos do Gustave Doré pra Divina Comédia. Foi uma mistura de medo e admiração.” O artista começou a viver do que realmente gostava em 2007. Hoje ele dedica seu tempo aos gatos, gravuras, livros infantis e também colecionando todo o tipo de antiguidades.

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O CORAÇÃO AINDA BATE EM SÃO PAULO PRECISAMOS FALAR DE AFETO

Com a ideia de tecer uma malha afetiva pela cidade, convidamos o artista Rodrigo Guima para trabalharmos juntos uma intervenção. Como resultado, São Paulo ganhou 30 paraciclos em formato de coração espalhados em 10 praças da cidade. “A vontade de construir paraciclos foi para que eles viessem direto ao ponto de defasagem, já que a cidade não possui muitos lugares que a gente possa parar nossas bicicletas com segurança; além de uma vontade de que as pessoas vissem cada vez mais essas bicicletas na rua e acreditassem que essa realmente é uma cultura, e que a gente pode transformar a cidade em um lugar mais gostoso de viver.” Social artist e entusiasta dos centros urbanos, Rodrigo Guima possui dois preciosos e característicos elementos como o core de seu trabalho: o amor e a rua. Seus projetos estão sob uma teia intitulada A Sociedade Coração, fruto de pesquisas e experiências vividas como flaneur. O resultado de seu trabalho é sempre extraído da observação do ambiente urbano, pensado na transformação social e na sinapse de emoções através do que ele chama de “A provocação do afeto”, propondo a ruptura do cotidiano mecânico das grandes cidades através da reconexão. Um de seus projetos mais conhecidos é o Aqui Bate Um Coração, uma das maiores intervenções urbanas coletivas do mundo, realizada em 51 cidades entre Brasil e exterior. Quando questionamos porque ele insiste em falar de amor em uma cidade tão endurecida, ele conta: “Eu gosto sempre de falar que mais do que o amor, o guarda-chuva que está acima de todos os meus trabalhos é a provocação de afeto. O amor é uma dessas ferramentas para que eu possa criar minhas obras. Para cutucar as pessoas. O objetivo dos meus trabalhos é provocar as pessoas que vivem muito no piloto automático, em grandes cidades como São Paulo. Espero que, ao se depararem com minhas obras, elas parem e sintam alguma coisa, se questionem, olhem para dentro e principalmente se conectem com seus corações. Quando a gente fala sobre amor dentro do meu trabalho, a gente deixa de lado toda essa parte romantizada. A gente vai mais pro lado do amor da física quântica, que entende o amor como uma frequência. Os meus trabalhos, nos pontos que eles são distribuídos, são geradores de frequência de amor e eles provocam o afeto. Existe até um mapa mundi com pins de coração em todos os lugares onde aconteceram “Onde Bate Um Coração” no mundo, e eu fiz ondas de frequência para mostrar como aquilo interagia e se espalhava no entorno de onde ele havia sido feito. Os paraciclos em formato de coração têm essa vontade de incitar o olhar da pessoa para aquele lugar e para que ele consiga enxergar essa cultura de bicicletas cada vez mais forte na cidade.” Quando perguntamos sobre as situações positivas e negativas e positivas vividas ao trabalhar o afeto como intervenção, ele conta. No Aqui Bate Um Coração, quando os corações começaram a ser arrancados das estátuas, a gente tem registro de alguns moradores de rua que os colaram em cima de seus colchões, nas paredes das ruas. No Escuta Seu Coração, eu tenho vários casos de pessoas que chegam em mim falando que estavam divagando na rua sobre várias questões e quando elas se depararam com a obra elas realmente pararam e escutaram seu coração e tomaram decisões a partir de suas intuições. É muito engraçado porque nesse trabalho de TNT a gente teve essa primeira parte do processo, que foi instalar os paraciclos, e depois, numa primeira visita técnica que a gente fez para checar se estava tudo bem, alguns paraciclos haviam sido arrancados, ou estavam meio bambos; eles tinham sofrido atos de vandalismo. Num primeiro momento você vê isso como uma coisa negativa, mas eu acho que isso tudo faz parte do processo de colocar a obra na rua. Estou falando de paraciclos de coração. Estou provocando as pessoas com essa forma, e tem muita gente que não sabe lidar com isso. Às vezes eu paro para pensar que se ele fosse um paraciclos comum, como os que a gente vê pela cidade, ninguém tentaria arrancá-lo, ou levar para casa. Então, na verdade, é uma situação que em primeiro momento parece negativa, mas se você realmente coloca o seu olhar dentro dela você vê que faz parte do processo de trabalho. Tem um caso muito bacana de quando a gente voltou para praça Por do Sol para ver se os corações estavam bem, a gente conseguiu recuperar dois corações. Um deles eu encontrei debaixo de uma árvore, e quando eu fui buscá-lo um morador da praça chegou em mim dizendo que ele quem havia guardado o coração, porque havia nos visto instalando e então o deixou a vista para se caso a gente voltasse, a gente o reinstalasse. Isso também só aconteceu porque os paraciclos têm formato de coração.  

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TODA VOZ DE RESISTÊNCIA

UMA MULHER NEGRA FELIZ É UM ATO REVOLUCIONÁRIO Convidamos Luis Bueno a.k.a BuenoCaos para uma intervenção na fachada do Mundo Pensante, na Av. 13 de Maio. Bueno desenvolveu sua obra em formato de lambes, usando uma personagem negra inspirando a resistência através de sua voz. As artes de Bueno estão espalhadas em muros e tapumes de várias cidades do Brasil. Elas são normalmente produzidas em duas etapas: primeiro a pintura digital, que depois é dimensionada, separada em várias partes e impressa; segundo é o recorte manual, aplicado no lugar de interesse do artista.

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NÃO DEIXE O “NÃO SEI POR ONDE COMEÇAR” VENCER

Há 7 anos, uma loja na região da Av. Paulista interfere no cotidiano dos seus passantes e muda mensalmente a paisagem de quem circula por ali.   Em 2009, os empresários Leandro Domenico e Erica Domenico tomaram para si uma das esquinas mais movimentadas de São Paulo. No cruzamento da AL. Jaú com a R. Augusta na região dos Jardins, montou a loja chamada El Cabriton, que vendia camisetas com artes assinadas por diferentes artistas.   O seu desafio naquele momento era tirar o estigma da famigerada “Loja do ET”, que comercializava produtos datados pela estética das raves e da ficção científica cafona que dominou os anos 90: lava lamps, ets cabeçudos com a pele verde flúor e outros artigos da espécie.   Quando o Leandro procurou a IdeaFixa em 2009 busca de uma forcinha na curadoria, a ideia já estava clara na sua cabeça: trocar a fachada todo mês, sempre com um artista diferente. Apesar da ideia parecer maravilhosa, confesso que duvidei que ele conseguisse lidar com aquele ritmo maluco por mais de um ano.   Por sorte, eu estava enganada. Aliás, poucas vezes conheci alguém tão determinado e otimista com seus planos, megalômanos ou não.   Depois do primeiro ano nossa ajuda já não era necessária e o ponto começou a listar entre os lugares mais desejados pelos artistas da capital e de outras cidades, que começaram a procurar espontaneamente o Leandro para ter sua obra instalada naquela esquina por efêmeros 30 dias. Cerca de 85 desde então, que também assinam produtos que são vendidos dentro da loja.   Um tempo atrás, a IdeaFixa voltou com tintas e pincéis a esse lugar do coração para falar visualmente sobre o PRIMEIRO PASSO. Aquele que dá medo, mas que é a única forma de começar, de errar ou de mudar tudo de lugar. O mural  é o start do projeto feito pela TNT em parceria com a agência Young & Rubicam e a IdeaFixa. Serão 22 intervenções urbanas feitas na cidade de São Paulo durante 6 meses. E nada como fazer essa estréia em um lugar tão familiar pra gente e que apóia de forma legítima os street artists e artistas visuais brasileiros.   A arte foi conceitualmente concebida por moi, Janara Lopes, e executada pela maestria cotidiana de Cezar Berger. Na hora da mão na massa, convidamos nosso amigo e parceiro Wellington Fattoripara dar aquele help para transportar o desenho do papel para a parede. Uma pequena farra que culminou na festa de 10 anos da loja, cheia de amigos, parceiros e artistas  

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